Seis decisões que este mês torna difíceis de adiar.
Sintetizando o cenário descrito: a Google migrou o Search, a Meta retirou controlos manuais, a OpenAI transformou o anúncio numa conversa, os agentes ganharam capacidade de pagamento, o IAB subiu a previsão e a Gartner mediu a distância entre orçamento e capacidade. Daqui surgem seis decisões e um calendário.
A resposta à pergunta da capa
Uma AI mais lenta? Nos laboratórios, a palavra de setembro foi «pacing». Nas plataformas, o calendário acelerou: a Google migrou o Search para AI Max, a Meta trocou controlos manuais por subscrições e agentes, a OpenAI integrou o anúncio na conversa e, em outubro, chegaram novos modelos e protocolos de compra agêntica (p.02). Para quem decide orçamento, o abrandamento ainda é uma hipótese. A mudança nas plataformas já tem datas.
E o que não muda
Importa sublinhar o que continua igual após um mês destes: o briefing continua a decidir mais do que o modelo e um catálogo mal descrito permanece invisível, agora também para agentes. Além disso, uma base de dados sem definições alinhadas continuará a dar três respostas para a mesma pergunta, sem que nenhuma camada de AI resolva a falha de raiz. A tecnologia mudou de nome várias vezes, mas os problemas que não resolve sozinha permanecem.
O que mudou, em três linhas
As três estão na página 2: alavancas que passaram para modelos, descoberta dentro de assistentes, medição sem régua comum. O setor tenta recuperar o atraso com iniciativas como o Projeto Eidos.
Nenhuma destas três coisas se resolve comprando mais uma ferramenta.
O RELÓGIO POR TRÁS DESTAS SEIS DECISÕES
Gartner, maio de 2026 (página 6); IAB, 10 set 2026 (página 5); AI Act, rotulagem de conteúdo sintético (páginas 4 e 13).
Fontes: as indicadas em cada página desta edição; IAB Project Eidos.